Magos e Bruxas

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Magos e Bruxas

Jamu e Xurbiu


Da esquerda para a direita: Oceohl (Lua Crescente), Baj (Lua Nova), Uastol (Lua Cheia), Remmil (Lua Crescente) e Lowe IV (Lua Minguante), exemplos de magos de todas as luas.
Arcos nos quais aparecem*: O Guarda-Chuva de Urba[1], A Ordem da Lua[2], A Historia de Saru Pnit[3] e Vida na Cidade[4]
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População Total: Aproximadamente um para cada 50 mil pessoas.
Onde são encontrados: Centros urbanos e sedes da Ordem da Lua
Idiomas: Língua genérica, língua arcaica, palavras mágicas
Religião: Lunometafisicismo
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* Arcos de maior relevância. Personagens destes grupos podem aparecer em outros arcos.

Magos e Bruxas (respectivamente Jamu e Xurbiu na língua genérica) são homens e mulheres capazes de controlar e produzir magia, normalmente depois de anos de estudo e com o uso de ferramentas como chapéus e varinhas.

Normalmente, os magos e bruxas se organizam em ordens mágicas, sendo que a mais (ou melhor, única) conhecida no mundo de Magias & Barbaridades é a Ordem da Lua.

Os termos na língua genérica Jamus e Xurbius tem origem na lenda do primeiro casal de humanos capazes de fazer magia, Jamo, o primeiro mago, e Xurba, a primeira bruxa. Portanto, no mundo de Magias & Barbaridades não existem "magas" e nem "bruxos": mago é só homem, bruxa é só mulher. Magos e Bruxas são muitas vezes chamados, erroneamente, de feiticeiros.

Conteúdo

História

Jamo e Xurba

Segundo a lenda, muitos milhares de anos atrás, um casal de jovens filósofos questionava, à luz do luar, sobre a vida, o universo e tudo mais. Jamo era um filósofo da corrente praticionista (acreditava que tudo deveria ser lógico, prático e objetivo), enquanto Xurba seguia a corrente idealicionista (pensava que tudo deveria se seguir conforme instintos, idéias e questionamentos). Após uma discussão acalorada (que, segundo alguns, terminou em uma noite de amor), ambos tiveram uma epifania: sentiram pela primeira vez os raios lunares, energia mística que, devidamente codificada, possibilitaria o controle de aspectos da realidade.

Os dois então dedicaram suas carreiras a entender e controlar a energia que chamaram de Magia (palavra derivada do nome de Jamo, já que ele foi mais prático e patenteou a idéia). Descobriram o uso dos chapéus mágicos para absorver os raios lunares, da madeira para canalizá-los e das palavras mágicas para controlá-los.

O casal faleceu devido a um acidente envolvendo um roedor mutante, folhas de aspargos, produtos alquímicos diversos e plutônio, deixando quatro filhos que seguiriam seu legado.

O Quadrado Mágico

Os quatro filhos do casal eram Iehca, a Poderosa (primogênita); Nimnau Get, o Piedoso (segundo filho); Onav, o Sombrio (terceiro filho) e Sercne Cet, a Sábia (caçula). Logo após a morte dos pais, os irmãos começaram um debate filosófico sobre a natureza da magia que durou cerca de 14 anos. Iehca dizia que a magia, como força mística maior, deveria ser usada em sua máxima extensão e para feitos extraordinários; Nimnau pregava que a magia deveria ser utilizada para fins filantrópicos, para o bem maior da sociedade; Onav acreditava que a magia deveria ser oculta e secreta, restrita para aqueles que se provassem dignos; e a jovem Sercne propunha que a magia deveria ser estudada a seu máximo, fortemente controlada e codificada para que pudesse ser usada com segurança.

Após tal debate, é claro, os quatro saíram na porrada. A contenda acabou, no entanto, antes da definição de um vencedor, devido a um ataque de uma horda de morcegos hidrofônicos que havia sido acordada pelo barulho da briga.

Com os quatro trabalhando em equipe, a horda de quirópteros foi contida, e os quatro perceberam que, juntos, eram mais poderosos do que separados. Fundaram então a Ordem da Lua, entidade dedicada ao estudo da magia e educação de jovens magos e bruxas, e desde então são conhecidos como O Quadrado Mágico, a base sobre a qual se ergueu a maior ordem mágica do mundo.

Tipos

Os quatro tipos de magos e bruxas existentes são definidos pelos ensinamentos de qual dos membros do Quadrado Mágico o mago ou a bruxa seguem preferencialmente. Isto define, especialmente, o tipo de magia no qual eles são proficientes, seu estilo e parte de seu papel na comunidade. Ainda assim, não é uma definição fechada. Cada um é cada um.

Em geral, o mago ou bruxa escolhe a Lua que pretende seguir por afinidade, mas outras razões como tradição familiar, ambições futuras ou simplesmente modinha também influenciam.

Lua Cheia

Saru Pnit, mago da Lua Cheia
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Saru Pnit, mago da Lua Cheia
Magos e bruxas da Lua Cheia são os gloriosos aprendizes de Iehca, a Poderosa. Sua magia é exuberante e capaz de efeitos grandiosíssimos, priorizando fortemente a magia maior. Há uma tendência destes serem os magos mais conhecidos do mundo, devido às características de sua magia. Porém, o número de magos e bruxas que se tornam corrompidos pelo poder dentre os magos da Lua Cheia é alarmante.


Mote
"Mok dnargis opredis vis dnargis sertsopibiladed"
("Com grande poder vem grande responsabilidade")
Diz a lenda que este mote foi dito pela primeira vez pelo mago Oit Neb, aprendiz direto de Iehca, a Grande, enquanto ensinava seu sobrinho Aarahn sobre as responsabilidades de um mago.


Magos da Lua Cheia na HQ

Lua Minguante

Mestre Limmer, mago da Lua Minguante
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Mestre Limmer, mago da Lua Minguante
Os caridosos aprendizes de Nimnau Get, o Piedoso, aprendem desde cedo que a magia deve ser usada para o bem de todos, como uma dádiva. Assim, estão entre os magos e bruxas da Lua Minguante os maiores curandeiros e aqueles que mais aplicam sua magia na forma de utensílios e melhorias para a comunidade. Não é à toa, na Lua Minguante encontram-se os magos e bruxas mais queridos e amados pelas pessoas comuns, recebendo normalmente títulos como "mestre" ou "dom". As tendências pacifistas e humanitárias dos magos da Lua Minguante, porém, fazem com que eles normalmente sejam mais frágeis em situações de perigo que possam requerer ações mais enérgicas.


Mote
"Tseus oksemuodn rop u onemus me i seepilis"
("Estou começando pelo homem no espelho")
A frase vem de uma antiga canção criada pelo mestre Iamloc Cajnos, que dizia, em linhas gerais, que mudar o mundo deveria começar consigo mesmo. O refrão da canção diz '"Estou começando pelo homem no espelho / Estou pedindo que mude seu jeito / E nenhuma mensagem poderia ser mais clara / Se quiser fazer do mundo um lugar melhor / Olhe para si mesmo e faça tal mudança". Infelizmente, Iamloc enlouqueceeu e se tornou um assassino serial de criancinhas.


Magos da Lua Minguante na HQ

Lua Nova

Tana, bruxa da Lua Nova
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Tana, bruxa da Lua Nova
Sabe aquela velha que tem 284 gatos e mora naquela casa caindo aos pedaços que todo mundo chama de bruxa? Então, provavelmente ela é uma bruxa da Lua Nova.

Os aprendizes de Onav, o Sombrio, são certamente os magos mais assustadores (ainda que não necessariamente os mais malvados) que se tem notícia. Isso se dá graças à natureza da magia da Lua Nova, sempre propensa a estudos mais obscuros e menos ortodoxos, e à dos próprios praticantes da magia, que acabam tendendo ao isolamento e excentrismo. Dentre suas práticas comuns e mal vistas estão o uso de partes de animais nojentos em suas poções (pelas quais são notórios), invocação de seres extraplanares e experimentos com animais vivos. O problema é quando eles resolvem usar pessoas como cobaias.


Mote
"Ue oan rkius me xurbiu, sam euk leiu etsiziu, etsiziu"
("Eu não creio em bruxas, mas que elas existem, existem")
A autoria da frase é desconhecida, sendo atribuída a diversas bruxas e até mesmo ao uso popular. Segundo consta, ela representa que o temor que as pessoas têm dos magos e bruxas da Lua Nova não passa de superstição, aquela velha história de "temer aquilo que não se conhece". Não que alguém esteja fazendo alguma coisa pra mudar esse conceito.


Magos da Lua Nova na HQ


Lua Crescente

Remmil, mago da Lua Crescente
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Remmil, mago da Lua Crescente

Os dedicados aprendizes de Sercne Cet, a Sábia, são conhecidos como os maiores teóricos dentre os magos, se destacando em assuntos como teoria da magia, legislação metafísica, filosifia mística e todas essas coisas bem chatas. Desde a ancestral Sercne, que segundo consta foi quem descobriu como canalizar os raios lunares na forma de palavras mágicas, os magos e bruxas da Lua Crescente vêm expandindo o horizonte da magia com a criação de feitiços diferentes e descobertas sobre a natureza da magia.

A maior preocupação dos magos e bruxas desta lua é a arrogância, pois, segundo eles, conhecimento é poder (claro que os magos da Lua Crescente discordam), e o poder corrompe. Tendem à preferir magia menor, por ser mais controlável, o que muitas vezes torna-se um limitante ao potencial do mago ou da bruxa.

Mote
"Os artabilis mes idsrevis zafis ed Kaj mu bobuoail"
("Só trabalho sem diversão fazem de Kaj um bobalhão")
Diz-se que esta frase é um lembrete de que o mago da Lua Crescente não deve enfiar-se em seus estudos em detrimento de sua vida, uma tendência facilmente encontrada nos magos desta lua. Kaj era um desses magos, que, à beira de descobrir um novo feitiço, passou 3 meses trancado em sua biblioteca aperfeiçoando as fórmulas, sem comer ou dormir. Acabou morrendo de fome.
Magos da Lua Crescente na HQ

Procedimentos e Ferramentas

A magia vem dos raios lunares, uma energia mística bruta emitida pela lua todas as noites. Para transformá-los em magia da melhor forma possível, o mago ou bruxa precisa cumprir três passos fundamentais: canalização (aklaniazoas), tradução (artsudiazoas) e realização (erlaziazoas), cada qual com suas ferramentas adequadas.

Canalização

Remmil tentando fazer uma magia após ficar muito tempo sem chapéu
Remmil tentando fazer uma magia após ficar muito tempo sem chapéu

A canalização é o processo pelo qual o mago absorve os raios lunares para dentro de si. Para isso, usa-se chapéus pontudos especialmente encantados para executar tal função. Se o mago ou bruxa fica muito tempo sem seu chapéu ou sem contato com a lua, a energia mística dentro de si eventualmente acabará e ele ficará incapaz de realizar feitiços. De fato, pode-se dizer que um mago sem chapéu não passa de um homem de camisola, como é frisado em A Ordem da Lua.

Tradução

Uma vez que a energia mística bruta está armazenada dentro do mago, ele precisa convertâ-la em magia, para produzir efeitos específicos com a intensidade adequada. Isso é feito com o uso de palavras mágicas, fórmulas entoadas pelo mago que convertem a magia bruta no feitiço desejado. O mago precisa conhecer as palavras corretas para realizar o feitiço que deseja. Alguns magos poderosos são capazes de efetuar a tradução sem ter que pronunciar as palavras, apenas com o pensamento.

Realização

Tana é uma bruxa que usa um cajado ao invés de uma varinha.
Tana é uma bruxa que usa um cajado ao invés de uma varinha.
Magia é, basicamente, uma forma de alteração da realidade. Portanto, ao mesmo tempo em que o mago efetua a tradução, deve efetuar a realização, ou seja, aplicar a energia à realidade. Apesar de isso poder ser feito de diversas formas, como com gestos específicos ou poções, o material mais propício para tal efeito é a madeira, motivo pelo qual inventou-se a varinha mágica. As varinhas são pedaços de madeira especialmente preparadas para potencializar a realização do feitiço, permitindo o maior controle possível.

Ainda que a varinha seja o instrumento mais utilizado para a realização, cajados, bengalas e outros instrumentos de madeira também podem ser utilizados.





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