Tomo de Edmund

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Tomo de Edmund
Image:tomodeedmund.gif
O tomo, escondido na Caverna de Alav
Dono: -
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Aparições: O Tomo de Edmund[1] (citado); A Caverna de Alav[2]
Tipo: Livro mágico
Características Especiais: Possui conhecimentos infindáveis sobre auto-ajuda e poder de dominação mundial


O Tomo de Edmund (Motis ed Edmund na língua genérica) é um livro lendário, considerado por muitos especialistas um dos artefatos mais poderosos do universo e por muitos não-especialistas como uma das maiores lorotas.

Segundo o compêndio Mentiras Inacreditáveis, o Tomo é a chave para poderes incríveis para aquele que o ler e desvendar seu conteúdo[3]

Conteúdo

História

Reza a lenda: Edmund foi um grande sábio que viveu há milhares de anos nas terras ermas do Oeste. Era o mais velho de três órfãos, e sempre se preocupou em conseguir prover tudo do bom e do melhor para seus irmãos, Godofred e Reberwald. Sua incessante busca por provisões aos irmãos aos poucos converteu-se numa busca por poder. O sábio acreditava que, quanto mais pode conseguisse, melhor poderia cuidar da família. Porém, é sabido, o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente. Edmund reuniu conhecimentos incríveis e capazes de curvar imperadores, destruir generais e embasbacar magos, colocando tudo em um livro, o Tomo.

Temendo o que este conhecimento poderia fazer consigo mesmo e, pior, nas mãos de algum desvairado, Edmund escondeu o volume em uma cápsula de vidro e jogou-a no fundo do Lago Seortogonef, onde ele permaneceu por décadas.

Por acaso, o pescador Logmul encontrou o livro enquanto procurava por pitus e fez a burrada de o ler. Apenas as 3 primeiras palavras o transformaram num potencial ditador psicopata, mas nada demais aconteceu uma vez que as próximas 4 fizeram dele um esquizofrênico crônico. Passava os dias conversando consigo mesmo sobre seus planos de dominação mundial, até que sua casa, já aos pedaços, foi invadida por Nagflad, o Roxo, que levou o volume para sua torre nos sopés das Montanhas de Turmalina.

O destino do livro foi alterado uma vez mais em decorrência da épica batalha de Nagflad, o Roxo, contra o Maduro Asurnam. Os magos enfrentaram-se por 1 ano e 6 horas sem parar, numa batalha tão violenta que alterou a velocidade da rotação de Retar, que passou a ter que acumular essas 6 horas a mais no fim do ano e foi assim que surgiram os anos bissextos.

Com a vitória sobre o rival, o Maduro Asurnam tomou posse de todos os pertences de Naglad, o Roxo, inclusive seu flat nas praias do Sul e sua carruagem de luxo, bem como o Tomo de Edmund. Por sorte do mundo inteiro, o Maduro optou por não ler o livro, uma vez que seria mais provável que o objeto aprendesse com ele do que ele com o objeto. deixou-o então largado em seu escritório na sede da Ordem da Lua de Robobelat, nas fronteiras com as terras do Leste. A sede, porém, não durou muito. Foi invadida pelos guerreiros do renegado clã Jya-Ka-Reh, que acabou tomando o castelo e expulsando todos os magos de lá.

O volume passou então para as mãos do general Matatudo, que não titubeou em usar o que aprendeu com o livro para conquistar todo o Leste, fundando o Império Kuro-Kodjiro como Matatudo I, um estado que duraria 999 anos, 11 meses e 29 dias.

Quando o imperador Matatudo VII, crente que estava predestinado a governar e de que não precisaria das instruções do Tomo para tal, deixou de seguir as sugestões do sábio Edmund, o Império Kuro-Kodjiro entrou em colapso. A última atitude do imperador foi garantir que o livro ficaria escondido em um local seguro. Contratou então os melhores engenheiros de cada clã e mandou que depositassem o livro em uma câmara na Caverna de Alav e a cercassem por perigos e armadilhas.

Remmil e Oc, o Bárbaro, largando o livro na Caverna de Alav
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Remmil e Oc, o Bárbaro, largando o livro na Caverna de Alav
O livro então permaneceu intacto dentro da caverna até que o mago Remmil e Oc, o Bárbaro o encontrassem. Sendo o mago precipitado demais para chegar à parte que interessava, largou o livro lá[4], nas ruínas do que um dia foi a Caverna de Alav.

Características

O Tomo de Edmund é um livro, e como tal possui características como capa, páginas e palavras. A capa é feita do couro do raro crocodilo vermelho da ilha-continente de Suaartaail; as páginas são papiro de pseudo pergaminho; e as palavras... ah, as palavras!

O conteúdo é dividido em duas partes, Palavras para quem tem auto-estima baixa e Como ter o maior poder do mundo.

Parte 1: Palavras para quem tem auto-estima baixa

Esta primeira parte do livro consiste de milhares de frases que servem para elevar o moral do leitor. Segundo estudiosos, a intenção de Edmund com esta pataquada toda foi preparar intelectual e moralmente aquele que estivesse lendo para a próxima parte. Muito do conteúdo do início do Tomo tornou-se ditados populares e frases de consenso geral, o que acabou por torná-lo muitas vezes enfadonho.

Parte 2: Como ter o maior poder do mundo

AVISO: A Leitura desta seção pode causar insanidade e acessos de megalomania.

Ninguém, em verdade, foi jamais capaz de descrever com precisão o conteúdo da segunda parte do Tomo. É fato concreto, bem se sabe, que tais palavras levaram homens pequenos à conquista de poderes imensos, inenarráveis e incompreensíveis para reles mortais.

Há quem diga que são constituídas por frases de efeito de escribas, que, diferentemente do que se esperaria de frases desta natureza, atuaria diretamente na mente dos leitores, povoando o cérebro daquele que as lê com conhecimentos dignos apenas de deuses. Outros argumentam que Edmund simplesmente foi capaz de sintetizar todo conhecimento militar e de estadismo que existe, já existiu e porventura venha a existir, dizendo que, certamente, Sun-Tzu e Maquiavel apenas revelaram lampejos do que Edmund já havia descrito.

Ainda que os debates entre especialistas sejam calorosos, fato é que ninguém pode afirmar droga nenhuma, já que a última pessoa que leu a parte dois do livro já faleceu há muito.

Na HQ

AVISO: Este artigo ou seção contém revelações sobre o enredo (spoilers).

O Tomo de Edmund foi o principal elemento que dava liga à história no começo da HQ, tanto que este era o próprio nome dela em seus primórdios. Tendo sido citado pela primeira vez no Capítulo I, que leva seu nome, foi esta a razão de Oc, o bárbaro ter se unido a Remmil.

Sua localização foi revelada como sendo a Caverna de Alav à dupla por Ang Pah no Capítulo IV: O Inseto e a Flor e finalmente encontrado no capítulo seguinte.


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